Como ter excelência no planejamento contábil do consultório: especialistas explicam

Com Alberto Vila Nova e Roger Hitz

Uma das palestras do Odonto Summit foi focada em um assunto muito importante para a gestão financeira dos consultórios odontológicos. O planejamento contábil é entendido como um assunto complexo para a maioria dos profissionais.

Para tornar essa realidade mais simples, os convidados Alberto Vila Nova, Co-fundador da Agilize Contabilidade Online, e Roger Hitz, CEO da RH Software, conduziram uma conversa que iniciou-se em como começar o planejamento contábil. 

Neste artigo você vai conferir o que os especialistas falam sobre:

Planejamento Contábil: Como iniciar?
A importância do Fluxo de Caixa
Contabilidade para dentistas: os impostos
O Lucro: interpretando resultados

Planejamento Contábil: Como iniciar?

Planejamento Contábil: Como iniciar?

O convidado Alberto Vila Nova ressalta a importância do planejamento para todos os dentistas, desde os recém-formados e grandes consultórios. 

Aliás, ele estendeu que todo negócio, independente da sua natureza, precisa de um planejamento empreendedor, o qual tem como base o gerenciamento financeiro.

Para o caso dos dentistas, Vila Nova separou o profissional pessoa física e jurídica. Enquanto o primeiro atua de maneira autônoma, o segundo funciona de forma idêntica a uma empresa.

O convidado explicou a diferença entre os regimes tributários aos quais o profissional dentista está submetido. 

O primeiro chama-se Lucro Presumido, uma forma de tributação que varia de acordo com o faturamento e a cobrança consiste em torno de 15% sobre o lucro.

O segundo recebe o nome de Simples Nacional, um regime que traz um imposto único mensal, o que é atrativo para os dentistas.

Um ponto importante da conversa é sobre a separação das despesas pessoais e aquelas do consultório para o profissional autônomo. 

Um erro comum é misturar esses gastos, o que prejudica a saúde financeira do consultório, pois prejudica o dentista no momento da Declaração do Imposto de Renda. 

A importância do Fluxo de Caixa

A importância do Fluxo de Caixa

Os convidados abordaram também a questão das entradas e saídas do consultório odontológico. Esse controle deve acontecer de forma mensal e ser o mais detalhado possível, para que o setor financeiro da clínica fique organizado.

Vila Nova comparou esse controle do fluxo de caixa com o extrato bancário. Acompanhar essas movimentações é fundamental para garantir que todas as despesas podem ser abatidas em tempo ágil.

Os convidados ressaltam a necessidade de usar um sistema de gestão odontológico para manter esse controle em dia. Nesse âmbito, separar as despesas da empresa das pessoais também ajuda a manter o fluxo de caixa o mais próximo da realidade.

Contabilidade para dentistas: os impostos

Vila Nova aponta, ainda, como é calculado o valor do imposto para os dentistas, esse que será o total de todas as notas emitidas em um dado período de tempo.

No caso das pessoas jurídicas, no regime tributário de Lucro Presumido, há a cobrança de quatro impostos: 

  • PIS (Programa de Integração Social)
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento de Seguridade Nacional) 
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
  • IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica)

Dois são mensais, PIS e COFINS, e os outros dois são trimestrais, o CSLL e IRPJ. Ainda há, os impostos da Previdência, aqueles do INSS, em caso de funcionários. É importante contar com ajuda de contadores para manter esses impostos em dia.

O Lucro: interpretando resultados

Vila Nova aponta sobre a importância de contar com uma equipe contábil para interpretar os números que a clínica está gerando.

O especialista comenta sobre o pró-labore, que é a remuneração dos sócios do consultório. Roger acrescenta a percepção equivocada que os dentistas possuem de “pegar o que sobra do caixa para si”.

Essa prática é prejudicial, pois, do mesmo modo que os funcionários possuem uma remuneração fixa, isso não deve ser diferente para os proprietários.

Vila Nova aponta a questão da contribuição social para a aposentadoria, para que o dentista consiga viver de forma confortável quando não for mais capaz de exercer a profissão.

Para concluir, o especialista chama a atenção para a escolha entre trabalhar como pessoa física ou jurídica. Ele aponta que o iniciante deve atuar como a primeira opção para depois evoluir para a segunda.

Ainda, os benefícios do regime tributário Simples Nacional para os profissionais dentistas. Contudo, a decisão deve ser pautada em uma análise de quais são as características de cada clínica. 

O regime MEI não é disponível para dentistas e, para recém-formados, o Simples Nacional é uma opção atrativa.

As contribuições dos convidados Vila Nova e Roger foram muito enriquecedoras para que os dentistas entendam as tributárias por trás de suas profissões.

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