Telemonitoramento ou presencial: o que levar para seu consultório odontológico?

As grande maioria das clínicas odontológicas já está aberta novamente, recebendo pacientes presencialmente – ainda que com cuidados redobrados com a biossegurança, para garantir a saúde de todos os envolvidos.

Apesar do risco da pandemia continuar real, é preciso cuidar dos seus pacientes, não é? Assim, temos um sinal de normalidade voltando para a gestão de clínicas e para o trabalho de dentistas praticamente no Brasil inteiro.

No entanto, é isso realmente que você quer para agora? Ou mesmo para um período pós-pandemia? Você quer voltar ao normal, sem ter aprendido nada dessa dificuldade que estamos passando?

Se for assim, estaremos fadados a repetir os erros que já cometemos e – é preciso dizer – não importa o quanto tentemos fazer de conta que as coisas voltaram ao normal, não vamos ter o mesmo resultado que tínhamos antes. 

Afinal, nossos pacientes mudaram. Não adianta ficar correndo atrás do “velho normal”, se mundo a nossa volta está se transformando.

Por outro lado, se aprendermos com as dificuldades deste tempo de pandemia e mudarmos também a forma de trabalho nas clínicas odontológicas, vai ser possível não apenas nos adaptar à nova realidade. Vai ser possível crescer com ela.

E a telemedicina tem muito a ver com isso!

O telemonitoramento e a volta das consultas presenciais

Telemonitoramento na clínica odontológica Dental Office

Agora que os pacientes estão voltando para um atendimento presencial em seus consultórios odontológicos, muitos dentistas passaram a abandonar a alternativa do telemonitoramento.

Há ainda os dentistas que continuam aplicando o telemonitoramento, mas apenas para pacientes que ainda estão receosos com os riscos da pandemia.

Afinal, sua principal função é dar uma assistência e uma orientação para o paciente enquanto ele não pode ir até sua clínica, não é?

Além disso, esses profissionais levam em conta que as consultas presenciais são mais práticas e eficientes do o atendimento por chamada de vídeo. 

Não há como analisar o paciente direito sem tê-lo na sua clínica, e a própria legislação proíbe diagnósticos e prescrições através do atendimento online.

Isso tudo é verdade. O atendimento presencial é fundamental, e nunca vai ser substituído por videochamadas. 

No entanto, esses dentistas que estão abandonando o telemonitoramento com a  volta do atendimento presencial estão perdendo a visão mais ampla de como ele pode ajudar nos tratamentos mesmo fora do período da pandemia. 

Muitos não estão percebendo o potencial que ele tem para transformar sua clínica odontológica e ser um dos principais aprendizados desses tempos de coronavírus.

Está faltando entender completamente: o que é telemonitoramento na odontologia.

Qual a importância do telemonitoramento na odontologia? 

Volte à pergunta do nosso título: “Telemonitoramento ou presencial: o que levar para seu consultório odontológico?”. Pense um pouco nela. 

Eu quero te dizer que ela é uma pergunta falsa! Quando você coloca o atendimento por chamada de vídeo como oposição ao presencial – como se apenas um fosse ser a resposta para a sua clínica –, você está se limitando imensamente.

Na verdade, eles são complementares

A telemedicina possui um potencial imenso para revolucionar o atendimento odontológico. Não como uma forma de substituir o atendimento presencial, e sim para enriquecê-lo!

Por isso, não pergunte: “Telemonitoramento ou atendimento presencial?”.

Pergunte: “Como combinar essas duas estratégias e ter o melhor atendimento na minha clínica odontológica?”

E fique tranquilo, que nós vamos te ajudar a fazer isso.

Telemonitoramento e atendimento presencial: como ter o melhor dos dois mundos

A telemedicina é uma das maiores tendências tecnológicas na odontologia. Seus conceitos já existiam há anos, mas só começaram a realmente ser aplicados nos consultórios odontológicos brasileiros em 2020, em meio à pandemia, graças a uma resolução do Conselho Federal de Odontologia.

A Resolução CFO-226 determinou, pela primeira vez na história da odontologia brasileira, a possibilidade de se fazerem atendimentos a distância – reservando-se, é claro, a prioridade das consultas presenciais.

Assim, fez-se possível atender através de duas novas formas:

  • Teleorientação: Uma espécie de triagem online, que, segundo a resolução, tem “o objetivo único e exclusivo de identificar, através da realização de questionário pré-clínico, o melhor momento para a realização do atendimento presencial”.
  • Telemonitoramento: O atendimento de pacientes a distância, ou, como diz a resolução: “acompanhamento a distância dos pacientes que estejam em tratamento, no intervalo entre consultas”.

Notem que nenhuma dessas opções foi criada para ser usada no lugar das consultas presenciais. Desde o início fica claro: elas são complementos.

De fato, a teleorientação serve para combinar consultas presenciais, enquanto o telemonitoramento é um atendimento complementar para pacientes que já estão em tratamento. A resolução deixa ainda mais claro: “Fica expressamente vedado o exercício da Odontologia a distância, mediado por tecnologias, para fins de consulta, diagnóstico, prescrição e elaboração de plano de tratamento odontológico”.

Ou seja, as consultas presenciais continuam indispensáveis para quase todos os processos de uma clínica odontológica. Mas isso nós já sabíamos. A novidade que a telemedicina (e, principalmente, o telemonitoramento) traz, é que:

Suas consultas presenciais podem ser ainda melhores!

Imagine comigo uma situação: você está fazendo um tratamento longo com um cliente. Uma vez por mês ele precisa se deslocar até a sua clínica para um acompanhamento. Essas datas ficam marcadas e é a única ocasião em que você acompanha a situação do tratamento.

No entanto, nesse meio tempo pode acontecer muita coisa, o paciente pode encontrar muitas dúvidas! Sem o telemonitoramento, essas dúvidas provavelmente ficariam sem resposta. O paciente poderia até acabar indo procurar na internet, encontrando respostas pouco confiáveis.

Ou, em casos mais sérios, como um problema na restauração ou no aparelho ortodôntico, o paciente precisaria marcar uma consulta presencial nova – algo que ia tomar tempo dele, fazê-lo se deslocar até sua clínica, envolver gastos e te forçar a encaixar o horário com ele na sua agenda.

O telemonitoramento resolve essa situação. 

Sua próxima consulta é só daqui a 20 dias? Não tem problema! Você pode marcar um atendimento online e orientar o paciente com tranquilidade, rapidez e satisfação para o paciente, que não vai precisar se deslocar. Esse é um dos motivos pelos quais o telemonitoramento vai ajudar o relacionamento do dentista com o paciente.

Também acontece de o paciente precisar faltar na data marcada para a consulta mensal. Ele pode ficar doente, ter muitos compromissos no trabalho, ter receio de sair durante a pandemia ou até entrar em férias e viajar! 

Em qualquer um desses exemplos, pode ser bem difícil remarcar uma consulta no mesmo mês. Mas ficar o mês inteiro sem um atendimento é problemático para o tratamento, não é? Essa é outra situação em que podemos contar com o telemonitoramento.

De forma resumida, para responder a pergunta que fizemos lá atrás e, definitivamente, combinar o telemonitoramento com as consultas presenciais, o caminho é: trate os atendimentos online como complementos para o seu tratamento. 

Assim, o telemonitoramento é uma forma de estar perto do paciente, mesmo quando ele está longe. De tirar dúvidas, de garantir o bom encaminhamento do tratamento e de mostrar-se interessado, aumentando muito a fidelização em sua clínica – o que se converte em mais clientes e muito mais lucro.

Como organizar a rotina com o telemonitoramento e as consultas presenciais

Telemonitoramento na clínica odontológica Dental Office

Entendemos agora como o telemonitoramento pode melhorar muito os processos de seu consultório odontológico, não é?

Mas e na prática? Como organizar a rotina, combinando as consultas presenciais com os telemonitoramentos?

Temos algumas dicas para isso:

Tenha horários para o atendimento

O telemonitoramento é uma forma muito mais simples de atender seus pacientes, não é? Com um software que disponibilize o prontuário eletrônico na nuvem, é possível fazer o atendimento em qualquer lugar!

E aí mora um problema: muitos dentistas acabam abrindo a possibilidade de atendimentos no seu horário de descanso. Isso pode bagunçar toda a rotina da clínica e esgotar o profissional.

Por isso, tenha horários bem definidos para atendimentos e só atenda fora deles quando for uma emergência.

Tenha uma agenda inteligente que separe os atendimentos

A agenda digital do seu software de gestão (se você não tem, é hora de conseguir um sistema que ofereça essa funcionalidade) deve organizar para você os horários de cada atendimento, destacando quais são através de chamadas de vídeo.

Assim, o dentista pode se preparar previamente e organizar melhor sua rotina, de acordo com o tipo de atendimento que ele vai ter.

Um exemplo de agenda inteligente é a Agenda Dental Office, que começou a contar com um registro especial para telemonitoramentos.

Conte com um sistema de telemonitoramento integrado ao seu software de gestão

A resolução do CFO deixa muito claro que todo atendimento por vídeo chamada deve ser registrado no prontuário eletrônico do paciente. E isso é algo que dá trabalho. A não ser que o sistema de telemonitoramento já esteja integrado com seu software de gestão!

Um bom software integrado já vai fazer o registro automaticamente, além de disponibilizar acesso ao prontuário durante o atendimento, para deixar o processo mais rápido, personalizado e satisfatório.

Essa vantagem também está no: Sistema de telemonitoramento do Dental Office.

Todo o processo de agendamento, atendimento e registro é super simples no sistema Dental Office. Você pode conferir um tutorial de menos de 3 minutos no nosso canal do YouTube: Telemonitoramento no Dental Office

Tenha um bom canal de comunicação com o paciente

Essa última dica é essencial, não apenas para os atendimentos online, mas para todo o processo da clínica odontológica – desde a confirmação de consultas (ou telemonitoramentos) até o momento de tirar dúvidas.

Um bom contato com os pacientes precisa acontecer por telefone, presencialmente, mas também nas redes sociais, que são os veículos de comunicação mais usados pelas pessoas!

É aí que entra o WhatsApp. Confira nosso eBook e descubra como usar o WhatsApp na sua clínica odontológica.